Roteiro – Portugal com bebê

Portugal nunca esteve nos meus planos de viagem, meu contato com Portugal era apenas com um colega de trabalho português que quando fala de lá, seus olhos brilham. Meu roteiro de viagem seria: Suíça e Londres, depois vi promoção de passagem onde ficaríamos três dias em Lisboa e depois iriamos para Suíça e aí Portugal entrou nos planos. Começamos a pesquisar tanto sobre lá que acabou se tornando o destino principal de viagem e meu marido super feliz porque a viagem sairia bem mais barata hahaha (no fim ele se enganou um pouco :0 ). E olha, acho que escolhemos bem.

Portugal tem uma infinidade de coisas para fazer, mesmo sendo um país tão pequeno e o povo é MUITO acolhedor com crianças, a ponto de irem me tirar da fila de um castelo, pedir para eu esperar na sombra e levar meu marido diretamente ao caixa para nos poupar do calor e da espera. Muuuito fofos! Tivemos muitas experiências bacanas com eles só porque estava com a Isa no colo. Parecia que eu estava chegando com uma rainha, todo mundo falava com ela, brincava com ela, sorria para ela, me dava lugar porque eu estava com ela, em qualquer lugar que eu estivesse para comprar alguma coisa, nem precisava de eu falar nada, eles me atendiam primeiro e as pessoas nem se incomodavam 🙂 falei para meu marido enquanto estava lá: “Nossa, Portugal é um ótimo lugar para vir com crianças de colo” 🙂

Sem mais delongas, vamos aos fatos:

Abaixo nosso roteiro pelos 10 dias que passamos em terras portuguesas:

Dia 1 – Chegamos as 11hrs da manhã lá, mortos com farofa! Não programe nada para o dia que você chegar, é extremamente cansativa a viagem e você não vai achar nada interessantes se estiver cansado, principalmente com crianças. Descansamos no apartamento (quer dizer, o marido descansou, porque Isa dormiu a noite inteira no avião e estava a todo vapor quando chegou). Todos acordados (menos a mãe), pegamos um ônibus (autocarro para eles) e fomos conhecer o Arco da Rua Augusta, Praça do Comércio, Passamos na Casa Portuguesa do Pastel de Bacalhau para comer o tão famoso (e caro) Pastel de Bacalhau com Queijo da Serra da Estrela, Subimos para o Chiado, Passamos no café A Brasileira, tiramos a foto que todo mundo tira com a estátua do Fernando Pessoa, passamos por algum miradouro que não me lembro o nome e já tivemos as primeiras impressões da arquitetura de Lisboa.

Nessa hora eu tive aquela emoção de estar no lugar que eu tanto tinha pesquisado.

Dia 2 – Castelo de São Jorge. Lindo e com uma vista linda para a cidade. Com vários pavões que fez o ar da graça para a Isadora. Meu pecado aqui foi não ter descido por Alfama, um dos bairros com a arquitetura mais preservada, pois não foi tão atingido pelo terremoto de 1755 que devastou Lisboa – porque não fui? Estava com carrinho de bebê e Alfama é cheio de escadinhas e ainda queríamos visitar Belém!

Almoçamos e fomos direto a Belém, visitamos o Mosteiro dos Jerônimos (liiindíssimo), fomos a famosa Torre de Belém que já estava fechada, (mas a gente só queria ver ela por fora mesmo), o monumento do Padrão dos Descobrimentos (de onde saíram as caravelas que os trouxeram até aqui) e é claro, fomos comer os pastéis de nata na confeitaria Pasteis de Belém, eu amei! Só de lembrar, me dá vontade de comer.

Voltamos de Bondinho (clássico) e paramos no Mercado do Ribeira que anda muito famoso. Não gostamos, muito cheio, entramos e saímos. Não me lembro agora onde foi que jantamos, provavelmente alguma coisa congelada do mercado Pingo Doce.

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Mosteiro dos Jerônimos

Dia 3 – Sintra – a vila dos Castelos e Palácios. Fica pertinho de Lisboa, e dá para ir direto com trem. Chegando lá, você compra um passe de ônibus (por volta de 5 euros) que te dá a liberdade de subir e descer quantas vezes você quiser. Você escolhe o percurso que te atende ( o meu era a linha 434 Circuito da Pena).

Na primeira parada, descemos no Castelo dos Mouros (estava um frio de bater boca, vento e garoa, Isa estava confortavelmente dormindo no canguru que fez a ENORME diferença nesse dia, visitei tudo, subia e descia com ela amarradinha em mim. Depois pegamos o ônibus novamente e descemos no Palácio da Pena (lindo, imperdível e lotado). Pegamos o ônibus de volta, descemos no centrinho de Sintra e comemos o maravilhoso Bacalhau com Natas no Restaurante Tulhas! (Fica a dica – em torno de EUR 40,00 para dois com bebidas, com uma taça de vinho e dois sucos de laranja).

Para a sobremesa, fomos até a Periquita, uma confeitaria de 1862 para comer o famoso Travesseiro de Sintra, um doce feito de massa folhada e recheio de amêndoas. Delicioso!

Sintra foi o dia em que comemos melhor em Portugal, nos outros dias foi uma comida ok (me perdoem, portugueses, mas ainda acho a comida brasileira muito melhor).

Ah – Leve casaco! Sério! Fomos super agasalhados porque já tinha visto essa dica no Blog Cultuga mesmo estando um super calor em Lisboa, pode ser que em Sintra não esteja. Chegamos lá, estava frio e garoa, todos os turistas batendo o queixo e nós super quentinhos, valeu cultuga!

Dia 4 – Cascais. Sentimos que a Isa estava muito cansada, fazendo algumas birras e chorando muito sem motivo aparente, foi então que decidimos por fazer um passeio para ela. Lembra da dica que eu dei nesse post aqui de não encher o seu roteiro? Então, é bom ter flexibilidade na agenda para poder tirar dias no meio da viagem para dar uma desacelerada quando você está com crianças. Fomos até Cascais, super pertinho de Lisboa por trem, visitamos o centrinho que é bem lindinho, deixamos ela na areia, ela brincou a bessa na praia, e eu tomei meu primeiro susto com mulheres fazendo topless hahaha.

Voltamos as 14hrs, ela dormiu no retorno e acordou quase as 17hrs. Ela e os papais descansaram, foi muito importante.

Dia 5 – Fomos até o arco da Rua Augusta de novo para comprar umas lembrancinhas que tínhamos visto no primeiro dia. Jamais façam isso, se você ver uma coisa que gosta e quer comprar, já compra, para não perder tempo depois. Lembrei na hora da Silvia do blog de viagens @matraqueando ela em algum de seus posts falou isso, eu gravei e não apliquei, me ferrei.

Depois fomos até o Oceanário de Lisboa com a desculpa de levar a Isa, mas quem realmente aproveitou foi eu e André – AMAMOS! A Isa ficou um pouco com medo e o que ela mais curtiu foi ver as lontras que ela chamava de gatinho.

Achei um passeio imperdível, e se você está com menos tempo, você pode fazer isso no dia de embarcar, pois tem o metrô que interliga o oceanário com o aeroporto. Escolhemos esse dia, porque precisaríamos ir justamente ao aeroporto de novo para alugar o carro que nos serviria para os nossos próximos dias da viagem.

Carro alugado, fomos ao shopping Colombo, porque queria conhecer a bendita Primark. Arrependimento total! Não é tão barato assim quando 1 euro para nós custa 5 reais. Além disso, é consumo. Estando lá eu realmente percebi que não me dou mais para esse tipo de coisa, meus pensamentos minimalistas realmente estão fazendo efeito e além disso, as etiquetas são de produção no Camboja e você fica meio com medo de estar comprando um produto com mão de obra escrava. Não gostei, mas se você for a louca das compras, talvez valha a pena.

Dia 6 – Óbidos! Fica a mais ou menos 1 hora de distância de carro de Lisboa – por volta de 80 km. Dá para ir de ônibus, mas preferimos alugar um carro para ir, já que o usaríamos no outro dia para ir ao Algarve. Eu me apaixonei por Óbidos, uma cidade medieval toda murada, parece que você volta no tempo ao andar por lá. Uma dica é chegar cedo, andar pela muralha e depois descer e visitar as ruelinhas da cidade. Quanto mais tarde você for, mais cheia ela vai ficar. Almoçamos por lá e depois partimos em direção ao Mosteiro da Batalha, super bonito e vazio 🙂 Não acho que seja indispensável, talvez Nazaré teria sido mais legal para ter feito em conjunto com Óbidos.

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Dia 7 – Arrumar malas, o apartamento e partir para Lagos, no Algarve. Confesso que era a parte da viagem que eu estava mais ansiosa para conhecer. Eu amo paisagem natural e praia, então, sabia que lá era o meu lugar. E foi, realmente.

Demoramos três horas para chegar, e durante o percurso ouvi muitas lamentações do meu marido toda hora que passávamos por um radar. É que realmente, pagar EUR 20,00 em só um pedágio doía o coração hahaha.

Saímos as 11hrs do apartamento, rodamos uma hora e paramos para almoçar – tudo pensado estrategicamente, porque assim coincidiria com a soneca da tarde da Isa. Assim foi, depois do almoço ela dormiu e só acordou quando chegamos lá. Graças ao nosso bom Deus!

Também alugamos apartamento em Lagos, e olha, o de Lisboa era bem lindinho, mas o de Lagos, acertamos em cheio. Parecíamos Pinto no Lixo e rolou até vídeo com a família para mostrar o apartamento hahahah #coisadepobrenaeuropa

Arrumamos as coisas e já fomos conhecer o centro de Lagos, ficamos ainda mais felizes porque lá as coisas eram muito mais baratas que em Lisboa (quem já pagou em euro sabe que toda moedinha faz diferença). Fomos em uma praia perto só para Isa colocar o pé, mas o que ela gostou mesmo foi de uma praça que tinha vários chafarizes. Se divertiu de mais! E nós amamos a vibe de Lagos.

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Centro de Lagos – Algarve, Portugal

Dia 8 – acordei com os olhos brilhando, o dia mais aguardado da viagem tinha chegado – visitar a famosa Gruta do Benagil. Na minha cabeça estava um sol estalando lá fora, como dia anterior. Meu marido abriu a porta e: “Nossa, tá frio e chovendo”. Liguei meu celular e recebi o email: “seu passeio foi cancelado por causa do tempo”. Levei um balde de água fria e comecei a pedir a Deus que desse para eu fazer o passeio no outro dia, que seria o meu último lá.

Fomos então visitar a Praia do Camilo e a Ponta da Piedade. Só deu pra ver e sair correndo, porque estava muito vento e frio. Voltamos, dormimos a tarde toda e depois fomos andar pelo centrinho e jantar 🙂

 

Dia 9 – amanheci e já fui pra varanda para procurar o sol. Ele estava lá, meio tímido, mas estava. Mandei email para empresa do passeio e eles confirmaram que estavam fazendo. Sai sorridente e fomos até a praia do Carvoeiro = 30 km de Lagos e mais uns pedágios para a alegria do marido.

Adoramos a praia de Carvoeiro, as paisagens – achei mais bonito que Lagos. E então, chegou a hora de conhecer as grutas de Portugal e Benagil. A Isa foi super de boa no barco (até dormiu) e gente, é muito lindo. Pena que o passeio só dura uma hora! Eu ficaria lá na gruta do Benagil o dia inteiro!

Voltamos para Lagos para almoçar e de tarde fomos conhecer a Praia da Dona Ana (que já foi eleita a mais bonita do mundo) e a Praia do Camilo (que achei ainda mais bonita e então tive a coragem de dar um mergulho só de raiva hahaha naquela água congelante).

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Em Carvoeiro : Foi Deus que fez!

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Gruta do Benagil, a grandiosidade de Deus!

Dia 10 – Dia de arrumar as malas e voltar para a realidade! Fizemos o mesmo esquema da ida e Isa voltou dormindo também. Como estávamos com todas as malas no carro, precisaríamos de deixá-lo em algum estacionamento, então já em Lisboa, fomos até o El Corte Inglês para matar o tempo, ficamos lá só 5 minutos e saímos correndo, se você for rica e quiser ir na Ralph Lauren, Calvin Klein e afins lá é o seu lugar, se você é uma pobre mortal como eu, passe reto e vá matar o seu tempo em um lugar mais barato. Fomos então, de novo, até onde fica o Oceanário e estacionamos o carro no shopping Vasco da Gama passamos o tempo entre ele e as pracinhas do lado de fora que também tem água e pedrinhas para a felicidade da Isa.

Chegou a hora de devolver o carro, pegar o avião e começar a pagar em reais de novo (Graças  a Deus!)

Espero que meu roteiro ajude você a planejar sua viagem. Portugal é realmente muito legal para se conhecer, um povo super acolhedor, principalmente se você estiver com crianças, falar a mesma língua que eles ajuda muito (mesmo não entendendo nada algumas vezes ) – então vá, vá sem medo e coma muitos pasteis de Belém e volte com saudades e com muita vontade de morar lá 🙂

 

Fatos engraçados e diferenças de lingua:
Queria comprar um copinho de chocolate que vem com um licor (Ginja) dentro, em Óbidos:
_Moça, por favor, me dá um desse?
_ Não, é 1 euro.
_ Eu sei, eu vou pagar ! (Não dava para explicar pra ela que no Brasil a gente fala me dá um desse, mas que a gente paga, porque realmente não faz sentido).
Em Sintra, pedi uma taça de vinho. O garçom veio com uma garrafa. Falei:
_ Moço, mas eu só quero uma taça.
_  E como é que vou te oferecer uma taça de vinho sem antes abrir a garrafa? #tomei

 

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