Amamentação: Dicas para aproveitar essa vacina milagrosa

Amamentar é um ato de amor. Já ouviu essa frase? Várias vezes né?! É porque ela é verídica. Não que quem não tenha amamentado o filho não tenha o amado, nem sempre o contrário de tudo é verdadeiro, mas quer dizer que amamentar é entrega, é se dispor fisicamente e emocionalmente à disposição de outro ser, é doação de tempo, é alimentar outra pessoa com o seu próprio corpo, e tudo isso é amor.

Porém, ao contrário do que muita gente pensa, amamentar não é um ato instintivo e natural, ele deve ser aprendido tanto pela mãe quanto pelo bebê e muitas vezes (ou todas as vezes) não é nada fácil, é um caminho difícil de ser percorrido, mas que ao final dele traz recompensas maravilhosas.

Começa no pós-parto. A mulher aperta o peito, saem só umas gotinhas e ela já se desespera: não tenho leite. Se ela está no hospital, muitos profissionais mal preparados já vêm com a tal fórmula para oferecer, o bebê começa a beber e aí o estrago está feito: a mãe se frustra e quando o leite desce, o bebê não quer mais saber do peito porque ele aprendeu a usar a mamadeira e se acostumou com o gosto do outro leite. Deixa eu te dizer uma coisa: Deus faz tudo perfeito. O bebê nasce com uma reserva de nutrientes que o permitirá esperar SEM FOME até o leite da mãe descer, o que geralmente acontece dentro de 48 a 72 horas após o parto. Aquelas gotinhas que saem após o parto são chamadas de colostro, uma vacina maravilhosa e perfeita para imunizar o bebê – a mãe deve oferecer essas gotinhas enquanto o leite não desce e esperar tranquilamente pela hora em que ela será banhada pelo leite e perguntará a Deus o porquê ela estava tão ansiosa por isso, pois agora tem que trocar de blusa a cada dez minutos de tanto leite que tem 🙂

O leite desceu, tudo maravilhoso, mãe e bebê seguem felizes, final feliz. Não, nem sempre. Junto com o leite vem outra dificuldade: a dor. Dói. Caramba, dói muito! Toda vez que eu sabia que teria que amamentar meus olhos já marejavam porque eu sabia a dor que iria sentir. Eu brincava que preferia passar por outro parto do que sentir aquela dor. Isso é por causa do que eu disse no começo do texto, amamentar não é algo natural ou instintivo: a mãe tem que aprender a amamentar e o bebê a mamar. Portanto, aqui vão algumas dicas para facilitar este aprendizado:

  • Massageie o peito antes de colocar na boca do bebê, desta forma o leite é estimulado e assim que ele começar a sugar o leite já sai. Isso evita dele ficar impaciente e não dar aquele show fazendo você ficar desesperada (dica de mãe).
  • Espere o bebê abrir toda a boca, faça uma pinça com o seu indicador e polegar (em forma de C) e introduza o peito e auréola na boquinha dele.
  • Verifique se o bebê está abocanhando a maior parte da auréola: se ele estiver pegando só o bico, vai machucar. Se você tiver uma auréola muito grande, lógico que ela não vai caber toda dentro da boquinha do bebê, o importante é checar se ele está pegando tanto bico e uma parte da auréola.
  • Corrija sempre a pega: ele não pode fazer aquele barulhinho como um beijo ao sugar.

A dica mais valiosa vem agora: Paciência! Por mais que a mãe esteja fazendo tudo certo, há um tempo para o tecido do peito se enrijecer e, portanto, nas duas primeiras semanas vai ser mesmo mais difícil. Geralmente depois de duas semanas a mãe não sente mais dor, se continuar sentindo, é importante procurar ajuda com uma consultora de amamentação, grupos de apoio à amamentação na internet, em bancos de leites: há uma rede que pode ajudar. O importante é se cercar neste momento de pessoas que acreditam na amamentação.

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Leia a primeira parte deste texto aqui

 

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