Desafio: Um ano sem comprar!

        1 ano sem roupas novas (1)

         Para quem ainda não sabe eu me fiz um desafio para não comprar roupas, sapatos e acessórios durante um ano (#coitadademim). Alguns leram aqui minha dificuldade em ser fiel a ele, quando a primeira tentação surgiu: não gostei da roupa que mandei fazer para usar no aniversário da Isadora e então precisava de outra (precisava?).

            Para resolver o meu “problema” de ter uma roupa que combinasse com a Isa e com a festa e ser fiel ao meu desafio, tirei várias roupas do meu guarda-roupa e vendi a preço de banana para levantar o dinheiro e poder comprar o que eu queria. Acabou que consegui levantar uma grana maior e comprei mais um vestido que eu vi e jurei que não poderia viver sem. Minha consciência até que ficou em paz, pois troquei um monte de roupas por apenas duas peças – foi uma atitude minimalista vai?

            Juliana, porque você está fazendo isso? Você está em crise financeira, sua conta está no vermelho e você está desempregada? Não, graças a Deus! Minha vida financeira está bem (sempre pode melhorar né?!) e meu salário me permite comprar roupas que quero. E porque raios você quer fazer isso? Porque eu quero ser minimalista! Eu quero aprender a viver com menos, quero focar no que realmente importa nessa vida, quero ser mais como Jesus – (lembra que ele era minimalista? – leia aqui).

            Esses dias eu li um texto que dizia que quem opta por ser minimalista é um sortudo, afinal tem gente que é por falta de opção; por falta de condições já tem o mínimo possível, como por exemplo, moradores de rua, que tudo o que tem leva em suas mãos. E como diz também Mario Sergio Cortella: “só tem crise de escolha quem pode escolher”. E eu sou grata por poder escolher ter uma vida com menos coisas e não ser forçada a isso.

            Mas quem não é forçado a isso, acaba se perdendo nesse mundo consumista. Nosso pensamento é: Eu posso, porque não? Eu trabalho tanto, porque não? Além de todos os apelos comerciais que embutem em nós necessidades que nem temos – poderia dar exemplos, mas faça um exercício aí: quantas coisas têm na sua casa que você não usa há meses ou que usou apenas uma vez? Quantas roupas têm no seu armário que você se pergunta que raios estava pensando quando comprou aquilo? Quanta maquiagem tem em sua nécessaire? Quantos bodys seu bebê tem? Porque mesmo você quer uma casa maior? Porque não tem espaço! Não tem espaço para guardar tanta coisa que você não usa.

            E assim prosseguimos a nossa vida, sempre inconformados, sempre queremos mais, nunca satisfeitos com o que temos. E aí menciono a frase de Mujica (ex presidente do Uruguai): “Inventamos uma montanha de consumo supérfluo. Vivemos comprando e descartando. E o que estamos gastando é o tempo de vida. Porque quando eu compro algo, ou você compra, não pagamos com dinheiro, pagamos com o tempo de vida que tivemos que gastar para ter esse dinheiro, mas com essa diferença: a única coisa que não se pode comprar é a vida. A vida se gasta. E é lamentável desperdiçar a vida para perder a liberdade.” (veja o vídeo aqui ou aqui).

            E é por isso que me fiz o desafio de ficar um ano sem gastar com moda – meu ponto fraco! E está sendo bem difícil. Dificílimo, na verdade. Toda a teoria é linda, mas quando tentamos aplicar isso no dia a dia, parecemos drogados em abstinência – porque o consumo vicia. E olha que eu nunca fui muito consumista hein?!

            E é incrível como somos bombardeados a todo o momento. Eu entro em uns sites para pesquisar algumas coisas do trabalho, por exemplo, e nas barras laterais fica lá piscando propagandas das minhas marcas favoritas com aquelas roupas que parecem ser feitas especialmente para mim. E numa dessas, acabei caindo na tentação de clicar em cima só para dar aquela olhadinha sabe?! E aí eu pirei, entrei em abstinência, eu preciso desse sapato! Que lindo! Deixa eu ver o preço, o quê? Pela metade do preço, eu preciso!

            Fomos viajar no feriado e na cidade tinha a loja em questão, falei para o André para irmos a dita cuja para eu ver se realmente iria gostar do tal sapato no meu pé. Fomos até lá e não tinha o sapato. Falei: Vou comprar pela internet mesmo! Ah, que dane-se meu desafio esse mês, são só R$ 60,00! Daí lembrei que teria que ir a outro shopping na outra semana para resolver algumas coisas e iria ter a oportunidade de ver se teria o sapato lá. Pois bem, fui e??? Não tinha o sapato! Ok, vou comprar pela internet definitivamente.

            Ao entrar no site da loja, analisei o sapato, analisei de novo, lembrei do meu desafio e pensei: Não estou sendo fiel aos meus propósitos. Se eu cair nessa tentação, vou cair sempre, não vou conseguir mudar meu estilo, não me mudarei internamente e….. não comprei! Uhuuuuuuu!!! Mais uma tentação vencida. E acreditem, toda a vontade saiu quando lembrei que tenho um propósito ainda maior. Mas percebem o tempo que gastei nesse sapato sem nem tê-lo comprado? Fui em dois shoppings, fiquei pensando nele, gastei tempo na internet… Precioso tempo de vida!

            O sapato estava barato, eu poderia comprá-lo, mas eu realmente preciso disso? Me deixaria mais feliz? Eu não poderia viver sem? E todas as respostas foram não! Porque raios eu compraria então?

            Estou dividindo tudo isso com vocês a fim de que parem para pensar um pouquinho– você precisa de tanto para ser feliz? Já pensou em quanto você consome sem perceber? Porque não levar uma vida mais leve, mais tranquila, sem tanta coisa para pagar no fim do mês? Porque não usar o dinheiro para viver mais experiências, como uma viagem, por exemplo? Porque não ter o gostinho de ter mais dinheiro na conta e não viver com medo de se algo acontecer, você está ferrada? Que tal criar seus filhos em um estilo de vida mais simples, com menos coisas?

            Espero que eu te inspire com esse texto! E que tal você se juntar a mim nesse desafio? Me segue lá no instagram que vou começar a compartilhar mais o meu dia a dia com as roupas que já tenho no armário sem comprar mais nada 🙂

            Ah, e esse foi o sapato que me deu abstinência (NÃO COMPREM):

sapato renner

Imagem: Lojas Renner

Clausula 1 do contrato: Esse desafio pode não chegar ao fim, mas meu objetivo é que chegue. Três meses até o momento já foram cumpridos 🙂

2 comentários sobre “Desafio: Um ano sem comprar!

  1. cantinhodatarsi disse:

    Oi, Juliana. Eu também admiro o conceito do minimalismo. Eu diminui drasticamente o meu consumo com coisas supérfluas como roupas, sapatos e maquiagens por questão financeira por estar investindo no apartamento, mas depois que comecei a fazer isso por mais difícil que seja, comecei a dar mais valor para pequenas coisas da vida. Acho que a gente conseguiria viver com pouco e ser feliz. Boa sorte com o desafio!

    Curtido por 1 pessoa

    • Maternidade Cristã disse:

      OI Tarsi!

      Primeiramente, obrigada por ler!

      Como é bom aprendermos até com as dificuldades né?!
      Quando comprei minha casa e a reformei, não podia comprar nada! Me senti em uma prisão, não olhei por esse foco do minimalismo como você fez.
      Comecei a pensar assim depois que minha filha nasceu e também assistir o documentário minimalismo.
      Nunca é tarde para aprender ! rsrsrs

      Um beijão 🙂

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