Jesus era minimalista

          Jesus era minimalista Ainda quando estava em licença maternidade, em uma soneca da Isadora me permiti o luxo de sentar no sofá e assistir qualquer coisa no Netflix. Escolhi o documentário Minimalismo para assistir e desde então tenho vivido uma crise existencial (essa crise se agrava quando estou de TPM).

            A essência deste documentário é: Do que realmente você precisa para viver? Ou melhor: Você precisa de tanto para viver? E nele passa algumas histórias principalmente de dois caras que aprenderam a viver com muito pouco e viajam bastante levando essa mensagem do “você não precisa de muito para ser feliz” às pessoas.

            Essa crise se intensificou quando precisei voltar ao trabalho e deixar a Isadora e piora ainda mais em dias como o de hoje em que ela chora ao me ver sair. Eu vejo no fundo dos olhos dela que ela não quer mais nada, além da minha presença. E é muito complicado!

            É complicado porque hoje você só é bem visto pela quantidade de coisas que você possui. A quantidade de zeros no seu salário; a quantidade de viagens que você faz por ano; a quantidade de roupas no seu armário; a quantidade de carros; a quantidade de casas; a quantidade de línguas e faculdades.

            Tenho casos na minha família em que as mulheres são “apenas” donas de casa e são taxadas como preguiçosas porque não correm atrás. Não correm atrás do quê? De poder ter as coisas? Mas porque é tão importante ter tanta coisa? Porque precisamos ter tanta roupa se usamos sempre as mesmas? Porque precisamos trocar de carro todo ano se o de hoje nos serve muito bem? Porque precisamos ir apenas a restaurantes caros para postar no instagram? Porque viver uma vida tão sacrificial de segunda a sexta para bancar apenas alguns momentos de fim de semana? O que é que realmente vale a pena? Pois como dizia o sábio Salomão, tudo é vaidade! É vaidade, porque essa vida aqui que estamos vivendo é como fumaça que aparece e logo se vai.

            Estes dias recebi um versículo via whats que dizia “Porque nada trouxemos para este mundo e manifesto é que nada podemos levar dele. Tendo porém sustento e com o que nos cobrirmos, estejamos com isso contentes” 1 Tm6;7-8 . Porque é que lutamos tanto, sacrificando o que mais nos importa nessa vida que é nossa família, por coisas que não vamos levar daqui? E também na Bíblia em Mateus 6, o mesmo Jesus nos fala para ajuntarmos apenas tesouros no céu, porque lá a traça não vai corroer. Gente, Jesus era minimalista! Ele sempre nos ensinou a focar no importante, “porque o resto ele acrescentará”, pois sabe do que necessitamos.

            Ainda em Mateus 6 Ele nos fala: “Ninguém pode servir a dois senhores; porque ou há de odiar a um e amar o outro, ou há de dedicar-se a um e desprezar o outro. Não podeis servir a Deus e às riquezas” ; Ele bate na tecla de novo de não concentrar o nosso coração em riquezas, apenas no dinheiro. Ah Ju, mas eu não concentro o meu coração em riquezas. Será que não? Faça uma análise se hoje nossa vida não gira em torno de comprar, de conseguir dinheiro, de subir degraus infinitos dentro da empresa, de ter cada dia mais? Você consegue perceber isso?

            Porque não passamos mais tempo em oração para nos tornamos melhores pessoas, para darmos mais frutos e ajuntarmos tesouros onde não temos riscos de perder? Porque não investirmos mais tempo na nossa família? Nos nossos filhos? Porque ao invés de comprar alguma coisa para dar de presente no aniversário não programamos uma atividade no parque? Porque ao invés de fazer outra faculdade passamos mais tempo lendo a Bíblia?

            A resposta é: Porque somos bombardeados por todos os lados que precisamos ter ao invés de ser. Porque no intervalo da nossa série só passa comercial nos induzindo a compra. Porque nossos pais nos ensinaram a correr atrás de alguma coisa. Porque dentro das igrejas o evangelho simples e humilde de Jesus foi substituído por mensagens de prosperidade. Ouvimos que pobreza é resultado de pecado. Ouvimos que riqueza é resultado de uma vida sem pecados. E qualquer coisa que te faz pensar ao contrário disso é como se você estivesse remando contra a maré.

            Faça uma reflexão hoje: O que realmente é importante? E ao saber o que é, faça outra pergunta: Você está verdadeiramente dando valor a isso?

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