Parto em casa, como é? – Parte 1 – Histórias de Terror

Parto em casa - USAR ESTE

          Sempre quis fazer um post sobre como é o parto domiciliar, mas eu resistia um pouquinho porque entram muitas questões específicas e eu não seria a melhor pessoa para explicar. Mas como sou atrevida, quero compartilhar com vocês o meu pequeno conhecimento. Li muuuuuito a respeito antes mesmo de engravidar e lógico, durante toda a gestação (e agora também 🙂 ). Como é um assunto muito extenso, vou dividir em 3 posts para a leitura não ficar tão cansativa.

            Antes, um lembrete: não estou criticando quem tenha feito uma cesariana, não acho que ela é errada, tenho certeza que ela salva muitas vidas como também coloca muitas em perigo se feita desnecessariamente. Não estou perseguindo mulheres por não terem parto normal e nem falando que são menos mãe por escolherem uma cesárea (PELOAMOR!), mãe é dia a dia, não é parto. Aqui neste espaço compartilho minhas ideias, pode fazer sentido para você ou não.

            Eu sempre cresci com a minha mãe falando que parto normal é melhor (ela teve 9 partos, sendo todos normais e 2  em casa sem ajuda de ninguém),  que depois a mulher se recupera muito melhor do que depois de fazer uma cirurgia. Minha irmã, quem pude acompanhar mais de perto (e quem me levou para este caminho) também teve dois partos normais.  Então na minha cabeça, essa sempre foi a maneira que queria para ter um filho.

                Quando me casei e comecei a pensar em ter um filho, eu e minha irmã compramos o DVD do documentário Renascimento do Parto (ASSISTAM!!!) e fizemos uma sessão pipoca para assisti-lo rs, foi lá que vi mais a fundo  toda a  violência de direito sofrida pelas mulheres  que querem ter um parto normal e não conseguem pelo simples motivo do médico não querer fazer, pois ganha muito mais $$$ em partos cesáreos.

          Por quê? Porque eles conseguem marcar a hora, agendam mais de uma por dia… Um “médico barato” cobra em torno de R$ 4.000,00 para fazer uma cesárea, se ele fizer duas por dias R$ 8.000,00 – OITO MIL em um dia só gente, quem não quer? Em um parto normal, ele se coloca à disposição da mulher e sabe lá Deus quantas horas o parto durará (no meu caso 20 horas, ele já teria perdido muito dinheiro). Além disso, eles não querem perder o final de semana ou feriados e é por isso que marcam mais nos dias de semana. Para os bebês que nascem no final do ano tem um risco ainda maior, pois os médicos não querem prejudicar os dias festivos e as férias e por isso acabam agendando as cesáreas muito antes do bebê estar pronto para nascer. As taxas de cesáreas são muito maiores nestas épocas, TRISTE! No meu parto, a nossa querida parteira chegou as 6hrs da manhã no sábado, dormiu em casa (sentada no sofá) e só foi embora no outro dia as 11hrs da manhã – qual é o médico que está disposto a isto?

        Porém é CLARO que os médicos não vão falar para as mulheres com todas as letras que eles não querem perder dinheiro ou o fim de semana, eles vão contar uma história (provavelmente de terror), dizendo que algo está errado com você ou com o seu bebê e a mãe DESESPERADA tentando salvar o filho acaba “optando” pela cesárea (optando = sendo forçada). E as mentiras mais contadas são:

  • O cordão umbilical está enrolado no bebê, ele pode morrer sufocado – MENTIRA!!! Os bebês brincam com o cordão o tempo todo dentro do útero (pensa comigo – se isso fosse realmente um risco, o bebê correria risco desde o primeiro mês de vida e não só no momento do parto – Isadora nasceu com uma circular, a parteira tirou e todo mundo seguiu bem). Deus é sábio, gente, ele não faria uma coisa estúpida dessas, colocando uma cordinha para o bebe se suicidar. Leia mais sobre esse assunto aqui: https://www.maternidadeativa.com.br/artigo1.html
  • Você não tem passagem suficiente – MENTIRAAA, DAS CABELUDAS! A mulher só começa a dilatar na hora em que entra em trabalho de parto e deve continuar nele até atingir a dilatação total, o problema é que os médicos não querem esperar. Para a mulher dilatar ela também deve estar em um ambiente agradável, com pessoas que ama, se sentindo bem – e sabemos que em um hospital isso pode ser um pouco difícil de acontecer se ela não estiver equiparada por uma equipe que acredita nela. A Lu, nossa parteira dizia: “_Se você não tem passagem, compra na CVC :)” . Leia mais sobre esse assunto aqui: https://www.maternidadeativa.com.br/artigo6.html
  • Dói muito, você não vai aguentar – Parcialmente mentira. É verdade que dói muito, DÓI MUITO, mas te conto uma coisa: Você aguenta! Sabe aquilo que Deus não dá nada além daquilo que podemos aguentar? É absolutamente verdade. Ele não nos daria uma dor que não podemos aguentar. Quando eu cheguei ao meu auge achando que não ia aguentar mais, Isadora nasceu. E toda mulher que quer ter um filho deveria passar por este momento sublime. É tão, tão sublime. Foi a experiência mais incrível que já vivi. Você tem que sentir isso, sentir a força que você tem, saber a leoa que você é. Não deixem que tirem isso de você.
  • O bebê pode passar da hora – Capaz gente! Útero não é forno. O Bebê não está assando, ele está sendo formado. Mais uma vez, Deus é sábio. Quando o bebê finalmente está pronto, ele dá sinais e a mulher entra em trabalho de parto (salvo exceções em que o bebê dá sinais antes e nasce prematuramente).

Tem muitas mais mentiras que eles contam, mas fiquemos apenas nestas por enquanto.

 E aí você decide ter um parto normal! Uhuu, problema resolvido! Só que não! – Cenas dos próximos capítulos

4 comentários sobre “Parto em casa, como é? – Parte 1 – Histórias de Terror

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