O quanto você está disposto a pagar?

para uso futuro (1)Ao pegar a Isadora no meu colo eu me dei conta do tamanho da missão que caiu na minha mão. Eu vou criar um ser humano! Não é um bichinho de estimação que pode ser devolvido, doado, vendido. Não dá para voltar atrás. Fez muito sentido aquilo que as pessoas sempre dizem: existe ex-marido, ex-mulher, ex-sogro e etc, mas não existe “ex-mãe, ex-pai e ex-filho”. A sensação foi do mundo cair nas costas e bateu um medo assustador.

E aí me dei conta: a vida mudou! Não é a mais a mesma.

Todo mundo me falava que mudava, mas você só sabe o quanto muda depois que pega aquele serzinho na sua mão e sente como se Deus falasse no seu ouvido: cuida!

E aí você entende que nada nunca mais será como antes. É finalmente a hora de virar gente grande. Você será espelho para aquele novo ser. Você será responsável por suas emoções, por seus princípios, pela formação do seu caráter. E aí eu quero te perguntar: O quanto você está disposto a pagar?

Hoje eu tenho visto um pouco romantizada essa questão de ter filhos. Ensaio gestante, decoração do quarto, enxoval no exterior, ensaio newborn… Não que essas coisas sejam erradas, eu fiz a maioria delas e foi super legal, mas o que quero dizer é que a missão é muito maior do que isso. Muito maior!

Estamos criando seres humanos, habitantes deste mundo, membros de nossa sociedade e esta tarefa não é nem um pouco fácil. E de novo: o quanto você está disposta a pagar para criar esses seres humanos?

Filhos precisam da presença dos pais, precisa mais do que o tão falado hoje: “não importa se são poucas horas, o importante é qualidade” – aposto que seu chefe não gostaria que você trabalhasse apenas 1 hora por dia mas com muita qualidade.  Eles não precisam de tantas coisas materiais, eles precisam de você.

Não estou falando que você tem que largar seu emprego, (eu não larguei o meu), abandonar sua vida social e viver só a função “mãe/pai”. Mas você tem que saber que as coisas não serão como antes, e para criar bem os filhos terá que fazer sacrifícios e se doar.

Talvez dizer não para aquela hora extra, aceitar menos responsabilidades (no trabalho, na igreja…), reduzir as despesas para não precisar “daquele bico” além do seu trabalho regular, fazer o inglês agora e deixar mais pra frente o francês ao invés de fazer os dois juntos, mudar para mais perto do trabalho para passar mais tempo com eles de manhã e a noite e dar uma escapadinha na hora do almoço. Sim, sua vida mudou, não dá para ser como antes. Esta foi a escolha que você fez, ou talvez não tenha feito, mas ela te escolheu então.

O bom de tudo isso? O retorno deste investimento é certo. Nenhum tempo investido em seu filho será perdido e você se orgulhará no futuro do ser humano que você criou.

Esta é a maior missão da sua vida, não a negligencie.

 

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